Queria ser mais criativa, e mais dedicada a este blog. Não dá. Ontem, por exemplo, o Felipe não parava de chorar o dia todo. E apesar de pura manha, eu não podia simplesmente ignorar. Ele jamais entenderia, pois não tem a menor idéia de que ele mesmo está de birra. Além do que, daqui uns 20 e poucos ou tantos anos isto custaria algumas horas no analista. E eu estava super mal, comi algo que não me caiu bem. Passei o dia a amamentar, trocar o Fe e segurar a chupeta para ver se ele dormia, enquanto tentava não dormir eu mesma, que sem comer quase nem conseguia ficar de pé por muito tempo. Só de madrugada - esta madrugada - é que eu consegui desfazer o nó do meu estômago e estou me recuperando. Pela manhã, coca-cola e bolachas; para o almoço canja - estava uma delícia, a Glória quem fez. Agora a tarde, coca-cola e bolacha de novo. Acho que já estou entrando nos eixos novamente. Penso até em arriscar aquele leite gelado com Toddy que eu não dispenso nunca! Bem, a questão de se fazer um blog é dedicação. E eu não sou dedicada a nada. Aliás, não era, agora, querendo ou não, sou dedicada ao Felipe, meu querido e lindo filho. Sabe aquelas agendas que as meninas faziam (não sei se ainda fazem, vai ver fazem blog, né?) onde anotavam tudo, e guardavam papelzinho de chiclete, bilhete do admirador secreto da festa junina, bilhete escrito e não enviado ao amor mais secreto da classe, etc? Então, eu não fazia. Eu começava a fazer lá para março, tentando escrever as coisas, já passadas, das férias. Depois escrevia, um dia sim outro não, por mais umas duas semanas no máximo, e já deixava a tal agenda de lado.
Já pensou então ter que manter um blog? As minhas plantas da varanda, outro exemplo, só sobrevivem atualmente graças a atenção da Glória, minha assistente. Ela as rega, religiosamente, às terças e sextas-feiras. Se dependessem de mim, você sempre veria as mesmas plantas na varanda, porém, em sua maioria, "clones" das anteriores que teriam morrido em minhas mãos; mas você não saberia, pois cada vez que aqui viesse lá estariam elas, firmes e fortes. Está certo que eu arranjo tempo para escrever no meu caderno, mas só quando baixa o santo. Sabe aqueles textos telepáticos que chegam muitas vezes sem aviso. Bem, eu perco vários por falta de papel e caneta ao alcance das mãos. Uma pena. Perdi várias canções por este mesmo motivo. Sim, eu já compus algumas canções, quem sabe um dia não tento convencer alguém a gravar pelo menos uma. Mas, voltando ao assunto, do blog, eu estou sem assunto, como vocês já devem ter percebido.
Fico por aqui, e não garanto quando volto. Mas volto. Eu sempre volto.
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