Gente! O Felipe tem uma lagosta vermelha que eu comecei a usar para acalmá-lo, já que no meu livro de referência diz que bebês gostam de objetos de cores fortes como vermelho e amarelo.
Depois de um tempo percebi que a tal lagosta era mais útil que apenas acalmá-lo quando agitado: ela era uma superfície maior para ele segurar e colocando-a entre sua mão e a chupeta em sua boca ela impedia que a chupeta caisse. Passei a adotar tal estratégia regularmente. Chega um dia e lá está meu rebento com a lagosta muuuito dentro da boca. Fiquei só observando, e dali a pouco ele deixou-a de lado. Fui pegá-la e estava muuuito babada em outras partes. Hoje ele estava mandando ver na patinha da lagosta e consegui tirar a foto acima. Parece besteira eu contar tudo isso, mas é que eu nunca consigo flagrar o Felipe nestas cenas. Quando eu pego a máquina ele já está fazendo outra coisa, ou chorando, ou fazendo careta...Foto dele sorrindo então é uma raridade, ele olha para a máquina e faz cara de curioso, nunca continua rindo, preciso de uma câmera escondida, alguém de longe com um super zoom, ou esperar ele crescer mais um pouquinho...o que é uma pena, porque ele ri muito gostoso e olha de ladinho, como se estivesse tímido. Ai que lindo! Nestas horas todo mundo quer um bebê, e eu não troco o meu por nada neste mundo!
VIVA O FELIPE!!!!
domingo, 26 de agosto de 2007
sexta-feira, 24 de agosto de 2007
A bolinha...
Também, o Felipe nos deu um susto. Apareceu uma bolinha no canto superior direito de sua sombrancelha. Lá vou eu ficar preocupada, pensando será que ele levou uma picada de inseto, ou será que bateu...mas está sempre conosco, então já não sabia mais.
Esperei cinco dias, para ver se a tal bolinha desinchava e...nada!
Liguei para o pediatra e levei-o para uma consulta extra. O pediatra não disse nada, mas só de apalpar gânglios etc já me deixou com os cabelos em pé. Levamos o pequeno para tirar um raio-x, e, graças a Deus, não apareceu nada. Porém, no raio-x só vê osso. O médico resolveu pedir um ultrassom de crânio e um hemograma. Lá vamos nós de novo. Começamos pelo ultrassom, e só de segurar a cabeça do Felipe para o exame ele já abriu um berreiro, fiquei pensando como seria na hora da coleta de sangue...Ainda bem que o super pai, Surya, estava presente, eu não passei nem perto de ver a agulha, só escutei o choro estridente vindo de dentro da sala de coleta, ai que dó, que vontade de chorar com ele. Mas acabou rapidinho e corri a amamentá-lo, em pouco tempo ele já estava mais calmo.
Ainda bem que não é nada sério, os exames mostraram que o Felipe está saudável e a tal bolinha é um cisto apenas. Pena que as chances de sumir sozinho são pequenas, talvez um cirurgião infantil tenha que removê-lo, mas isso vemos com calma. Graças à Deus!
P.S. EM 27/09/07 o cisto foi removido com uma pequena incisao rente aos pelos da sombrancelha, nem da para ver a cicatriz. Ele está ótimo!
quinta-feira, 9 de agosto de 2007
Quanta blasfêmia! Perdão Senhor! Mas ao mesmo tempo não me sinto injustificada. Meus xingamentos vêm de minhas entranhas, do âmago do meu ser carne; do meu lado que sente, meu lado animal. A estafa, que aos poucos se instala, irrita. A irritação impede o descanço que agrava o cansaço. Já não sou eu, já não sou mãe, sou um indivíduo que chora e lamenta não poder cerrar os olhos e dormir. O martelo no andar de baixo ecoa; o choro do meu bem mais precioso ecoa. O meu choro eu tento conter e soluço discreta, tentando fingir para mim mesma que está tudo bem. As horas passam, o cansaço aumenta, no intervalo das marteladas e dos soluços do meu pequeno tirano tento dormir, mas me é impossível: cá estou às voltas com sentimentos de culpa e derrota. Não, ser mãe não é padecer no paraíso. Ser mãe é padecer em casa, aos poucos, dia-a-dia, em cada gota de leite que derramo do meu ser. Ser mãe é a coisa mais valiosa e menos valorizada neste mundo de homens e concreto. Sim, o mesmo concreto que sofre as marteladas que novamente ecoam e me impedem de dormir e descansar...
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